sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Me Chame pelo Seu Nome

NOTAS DA SESSÃO:

- As primeiras cenas entre Oliver e Elio são artificiais. Eles não se comportam como 2 estranhos se comportariam socialmente num primeiro contato. Não há naturalidade, já existe um "clima" estranho no ar desde o início. É como em filme pornô, onde o cineasta precisa de uma desculpa esfarrapada pro entregador de pizza entrar no apartamento, tirar a camisa... e força atitudes totalmente falsas nos personagens.

- Eles mal trocaram 2 palavras e já saem de bicicleta pela cidade, vão tomar uns drinks, etc. A amizade é mal construída. E é mal explicada também a relação entre o Oliver e a família do Elio - o que exatamente ele foi fazer na casa por tanto tempo, etc.

- Os personagens são mostrados de maneira superficial, externa... Nós não estamos acompanhando a história nem pelo ponto de vista de Elio, nem pelo de Oliver. Não sabemos o que nenhum dos dois está pensando, sentindo, que conflitos eles têm, etc. Vemos tudo de fora, sem acesso ao mundo interno de cada um. Em vez de contar uma história de maneira universal, com uma narrativa envolvente, criando personagens com os quais a gente possa se identificar, ele prende a atenção só de quem está no cinema pra ver os 2 indo pra cama. Em vez de uma história, o que nós temos aqui são preliminares: "Oh, Oliver tirou a camisa", "Oh, agora ele foi ao banheiro e deixou a porta entreaberta", "Oh, Oliver fez massagem no Elio", "Elio quase foi pego se masturbando", "Agora eles trocaram de shorts um na frente do outro", etc. É a mentalidade de um filme pornô, não de cinema.

- Soa falsa toda essa valorização da arte e da cultura que o filme tenta passar, mostrando que os personagens são cultos, usam palavras sofisticadas, sabem sobre história da arte, etc. Quando no fundo parece que o filme foi feito por alguém que não entende de nada disso, que se interessa por cultura apenas na medida em que isso serve como uma espécie de afrodisíaco (da mesma forma que em 50 Tons de Cinza, era parte do fetiche o fato do cara ser um bilionário). Os personagens estão sempre tocando piano, lendo livros - mas sem camisa, com um shortinho quase mostrando as partes íntimas, etc. Essa falsa erudição já é sinalizada nos créditos iniciais, que é uma montagem com diversas fotos de esculturas antigas - e a única coisa em comum entre essas esculturas é o fato delas todas serem de homens nus. É como se isso servisse como uma máscara pra gente poder ir ao cinema ver sacanagem, sob o pretexto de estarmos consumindo arte.

- Faltam conflitos pro romance. O ambiente não parece ser tão opressor e nem os personagens tão reprimidos sexualmente pra justificar esse receio que eles têm de admitir que são gays. E um está claramente a fim do outro. Não há nenhum medo de rejeição, de algum deles acabar ficando com uma mulher, do romance não rolar, deles terem valores e características incompatíveis, etc.

- 1 hora e meia de filme e ainda estamos nas "preliminares".

- Estranha essa ênfase desnecessária no fato deles serem judeus. Todos sabem que Hollywood é dominada por judeus, e que existem várias teorias da conspiração sobre círculos de pedofilia na indústria, assim como existe na Igreja Católica. E agora sai um filme romantizando a ideia de garotos menores de idade se envolvendo sexualmente com caras mais velhos... É no mínimo polêmico.

- Particularmente acho meio estranho isso deles dizerem "me chame pelo seu nome"... Passa uma ideia narcisista, como se a pessoa quisesse se imaginar transando com ela mesma.

- Nem acho que o filme seja tão sexy assim. O Armie Hammer é tão doce, educado, social... É quase incômodo vê-lo tendo atitudes sexuais mais provocativas (a cena pavorosa do pêssego, etc).

- Os pais do Elio não deveriam achar natural ele ir viajar com o Oliver pra Bérgamo. Os 2 não têm uma amizade tão convincente assim pra quem está de fora. Qualquer um sacaria que eles tão se pegando.

- A relação continua rasa, vista de fora. Em Bérgamo, a gente vê os dois gargalhando pelas ruas, dançando... Mas não sabemos o que gerou a gargalhada, o que torna os 2 tão perfeitos um pro outro. Fica apenas uma impressão vaga e superficial de que eles se dão bem.

- Oliver beija Elio logo após ele ter vomitado - seria isso uma "prova de amor"?

- Pra não falar só mal do filme, pelo menos ele mostra uma relação positiva, há uma tentativa de glamourizar o casal, criar um romance ideal, em vez de algo mais deprimente e realista como Azul É a Cor Mais Quente, por exemplo. Mas eu poderia dizer o mesmo de 50 Tons e isso não tornaria o filme excelente.

- SPOILER: Um absurdo o pai de Elio aceitar a relação dele com Oliver sem nenhuma resistência, e ainda dizer que inveja o que eles tiveram. No mínimo o pai se incomodaria com o fato do amigo ter se hospedado em sua casa e "desvirginado" seu filho adolescente por suas costas. Essa cena é apenas mais uma realização de uma fantasia, fora de contexto, sem realismo - uma tentativa de comover o público gay que nunca teve um pai compreensivo, etc. Muito do filme cai no que chamo de Emoções Irracionais - ele espera que o espectador projete suas próprias experiências na tela, e se comova não com a história em si, mas com seus próprios devaneios pessoais.

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CONCLUSÃO: Simpatizo pela intenção de criar um romance idealizado entre 2 pessoas atraentes, num lugar lindo, mas o filme é imaturo e raso demais pra tornar a relação crível e emocionante.

Call Me by Your Name / Itália, França, Brasil, EUA / 2017 / Luca Guadagnino

FILMES PARECIDOS: Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016) / Carol (2015)

NOTA: 4.0

domingo, 14 de janeiro de 2018

O Touro Ferdinando

Não fiz anotações nem vou fazer uma crítica mais detalhada, pois vi o filme no cinema com meus sobrinhos (de 1 e 3 anos), então meu foco ali não era exatamente analisar o filme. Mas foi provavelmente a melhor animação que vi nos últimos 5 anos ou mais, então queria pelo menos deixar esse registro aqui.

De fato, como apontaram aqui nos comentários recentemente, o filme é muito mais "disney" do que os filmes atuais da Disney (Ferdinando é da Blue Sky Studios / Fox Animation). E apesar das caretas que costumam caracterizar os "heróis envergonhados" que eu tanto detesto (há um toque disso aqui), o personagem Ferdinando me conquistou pois no fim é um personagem bondoso, íntegro, que tem uma força incomum (tanto de caráter quanto física), e apesar disso se recusa a usá-la pra promover conflito e violência. O filme consegue fazer a gente torcer pelos animais e até colocar um frigorífico como vilão, mas sem em nenhum momento adotar uma postura anti-capitalista mal intencionada como Okja, por exemplo. O visual é bonito, as canções são boas, não há piadas de mau gosto nem dancinhas constrangedoras no final... Pra mim foi um pequeno sinal de vida inteligente na indústria de entretenimento infantil, que na minha opinião é uma das coisas mais decadentes da cultura atual.

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Ferdinand / EUA / 2017 / Carlos Saldanha

NOTA: 7.5

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

O Destino de uma Nação

NOTAS DA SESSÃO:

- A estética dos filmes do Joe Wright é sempre tão deslumbrante que aqui chega a causar estranhamento por conta do tema mais burocrático da história (versus romances com a Keira Knightley, etc). A luz, os movimentos de câmera, os enquadramentos, a edição quando a secretária datilografa os discursos, é tudo tão perfeito que dá a impressão que a qualquer momento os políticos vão começar a cantar e a dançar (Joe, por favor, dirija um musical!).

- A cena de apresentação do Winston Churchill é muito boa (o primeiro encontro dele com a secretária). O filme encontra o tom certo ao mostrar o temperamento difícil dele mas ainda o fazendo parecer humano e carismático. A performance de Gary Oldman é impecável (o elenco coadjuvante também é um acerto; Kristin Scott Thomas, Lily James, etc).

- Diálogos inteligentes e divertidos.

- Em geral acho biografias um pouco chatas, pois quase sempre a prioridade do filme é a de informar/educar o espectador a respeito de certos eventos históricos, o que costuma limitar o cineasta e tornar a experiência morna emocionalmente. É mais ou menos o caso aqui, embora seja uma história bem contada, que foca no momento mais crucial da vida do personagem, em vez de tentar retratar sua vida inteira, "ascensão e queda", o que tende a ser mais tedioso e mal intencionado (outro alívio é que o filme é respeitoso em relação às virtudes de Churchill, e não algo feito pra manchar sua imagem como é comum em biografias).

- Bom o primeiro discurso dele pro rádio (e os detalhes curiosos de direção, como a lâmpada tornando o quarto inteiro vermelho, ou a transição onde o solo bombardeado se transforma na face de um soldado morto).

- Aos poucos a situação da guerra vai se complicando e colocando mais responsabilidade em cima de Churchill, o que torna a história mais "quente". Muito legal ele tomando decisões importantes como a de usar barcos civis pra resgatar os soldados em Dunkirk, ou o telefonema que ele faz pro Roosevelt pra pedir ajuda, etc. E além desse conflito externo envolvendo a guerra, há o conflito interno entre Churchill e as pessoas que querem tirá-lo do cargo de primeiro ministro, criando armadilhas, etc.

- A dúvida de Churchill entre assinar um acordo de paz ou não com Hitler também gera ótimos momentos e uma discussão moral interessante pra parte final do filme. Não é uma escolha óbvia, e o futuro do país (e da carreira dele) parece depender dessa única decisão. A maneira como ele vai se convencendo de que não deve se render é bastante satisfatória (a conversa com o rei no quarto e depois a cena incrível no metrô).

- O final é apenas Gary Oldman brilhando e fazendo um discurso incrível após o outro. A cena dos lenços no final é uma maneira linda de transmitir visualmente o triunfo do personagem (o simbolismo funciona pois no começo o lenço foi bem estabelecido com um símbolo de aprovação/rejeição).

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CONCLUSÃO: Um pouco familiar e convencional, mas uma história inspiradora, incrivelmente bem filmada e com uma atuação impecável de Gary Oldman.

Darkest Hour / Reino Unido / 2017 / Joe Wright

FILMES PARECIDOS: Snowden: Herói ou Traidor (2016) / O Jogo da Imitação (2014) / Lincoln (2012) / O Discurso do Rei (2010) / Frost/Nixon (2008)

NOTA: 7.5

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Star Wars: Os Últimos Jedi (anotações)

Me pediram pra postar as anotações do novo Star Wars que eu não tinha postado originalmente, então aí vai! (Revendo tudo acabei abaixando um pouco a nota.)

Crítica original: Star Wars: Os Últimos Jedi

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NOTAS DA SESSÃO:

- A sequência inicial é meio fraca. É uma batalha longa e épica no espaço com a intensidade de um fim de filme (aquela oriental chutando a escada pro controle remoto cair) mas ainda não temos envolvimento algum com nada.

- Alguns toques de humor são inapropriados: Poe tirando onda com o General Hux, fingindo que a ligação está ruim - isso diminui toda a seriedade do conflito.

- Finn continua não convencendo nada como alívio cômico (ele surgindo com aquela roupa vazando água, etc).

- Anti-Idealismo: Na primeira cena do Luke Skywalker, ele recebe o sabre de luz de Rey e subitamente o joga pra trás como se fosse lixo. A atitude do filme já fica clara: heróis são coisa do passado, nada mais é sagrado, nem o sabre, nem Luke, nem os Jedi, nem Star Wars.

- Péssimo o tom sarcástico do novo Luke - a piada estilo sitcom que ele faz zombando da cidade natal de Rey, etc.

- Bizarra a sequência do Luke bebendo o leite verde dos animais, depois pescando com aquela lança nada prática de 30 metros de altura. Destoa do universo de Star Wars.

- Há aquela primeira batalha épica no espaço, daí os rebeldes conseguem fugir, mas daí eles são rastreados e encontrados de novo, daí começa mais uma batalha épica chata.

- SPOILER: Qual a necessidade de quase matar a Leia na explosão, sendo que depois ela irá sobreviver? A plateia acha que iriam matá-la agora pra resolver o problema da Carrie Fisher ter morrido, mas isso não acontece e faz tudo parecer confuso e aleatório (e a cena dela voando no espaço tipo Mary Poppins é esquisitíssima).

- Essa personagem oriental Rose é um erro desde o início. Ela dá um choque e quase mata o Finn porque ele queria escapar (o que faz com que ela pareça uma vilã por um momento), mas 15 segundos depois disso, já é pra gente achá-la simpática e inofensiva. Química zero entre esses dois, só serve pro filme mostrar que é "pró-diversidade", tem personagens de todas as etnias, etc.

- A trama é uma chatice. O espectador não tem nenhuma motivação pra querer acompanhar a história até o final. Os heróis só querem fugir, eles não estão indo atrás de algo realmente atraente e excitante (derrotar os vilões e viver uma vida feliz não parece nem uma possibilidade remota aqui). Daí pra escapar, eles precisam primeiro desativar o rastreador dos vilões (convenientemente, apenas 1 nave tem um rastreador). E pra entrar na nave e desligar o rastreador, eles precisam de um "decodificador". A história é uma série de missões chatas e aleatórias indo a lugar nenhum.

- Pra parecer mais "sofisticado" o filme insere esses toques de Subjetivismo que também não combinam em nada com o universo de Star Wars (as alucinações da Rey, a sequência que ela entra naquele buraco embaixo da ilha que parece mais uma viagem de ácido, etc).

- Alerta Vermelho: toda a sequência em que a oriental e o Finn vão até o planeta do cassino é totalmente desnecessária (e nada a ver com Star Wars). É uma etapa insignificante da trama (eles só precisam ir lá pra encontrar o tal do "decodificador mestre", mas no fim saem de lá com Benicio del Toro que é um hacker qualquer). No entanto é um dos trechos mais exóticos e marcantes do filme. Por que? Porque o filme queria uma desculpa qualquer pra fazer um discurso anti-dinheiro, anti-ricos, anti-capitalismo - reforçar os clichês de que ricos só são ricos porque abusam dos pobres, dos animais, lucram investindo em guerra, etc. A sequência em que eles fogem em cima daqueles cavalos é grotesca - eles saem destruindo todo o local em êxtase, passam com a manada por cima de qualquer coisa que remeta a dinheiro: carros de luxo, cantores de ópera, etc. Até o Finn que não tinha nada contra os ricos, depois da sequência diz que valeu a pena destruir aquele lugar, fazer aquelas pessoas sofrerem (depois me perguntam por que eu sou agressivo com os filmes atuais!).

- Chatas essas discussões telepáticas entre a Rey e o Kylo, Rey sempre furiosa, sendo seduzida pelo lado negro da força, etc. É o que falei em Trazendo Inteligência para o Entretenimento - além do Subjetivismo, o filme tenta parecer sofisticado apelando pro sombrio, pro moralmente ambíguo, pro anti-idealista, focando em relacionamentos conflituosos. Por exemplo: o flashback em que Luke parece um zumbi maligno indo matar o jovem Kylo na cama ("Jedis também cometem erros, agem irracionalmente"), ou a briga entre Rey e Luke na sequência onde ela o golpeia pelas costas.. A linha entre bem e mal é borrada - pessoas que deveriam estar de lados opostos começam a criar laços, pessoas que deveriam estar do mesmo lado estão sempre brigando (tem também a Laura Dern e o Poe que se tornam inimigos sendo que são do mesmo time).

- Horrível Luke decidir ir queimar o templo e toda a sabedoria Jedi milenar. Ou o Yoda niilista pondo fogo em tudo e dando risada (mesmo que a Rey tenha salvo os livros, a plateia não sabe disso). O filme é todo sobre destruir: destruir o passado, os heróis, etc.

- Alguém que respeita Star Wars jamais faria essa piada visual onde achamos que estamos vendo uma nave gigante pousando, mas de repente percebemos que é apenas um ferro de passar roupa futurista.. Isso seria divertido em Spaceballs, mas aqui é apenas mais um ato de niilismo.

- Não faz muito sentido a Rey desistir da ajuda do Luke, e concluir que agora a única esperança é convencer o Kylo a mudar todo o seu caráter e passar a usar seus poderes Jedi a favor dos rebeldes, contra a Primeira Ordem!

- É quase divertido o momento em que a Leia "ressuscita" e entra pela porta, mas logo em seguida há um anticlímax, pois ela atira no Poe, que é um dos mocinhos, fazendo ela parecer malvada.

- SPOILER: Há um outro momento quase bom no filme, quando o Kylo aparentemente decide ficar do lado da Rey, e mata o Snoke com o sabre de luz. Por uns segundos achamos que ele virou "do bem", mas logo na sequência ele já se desentende com a Rey de novo, e mostra que só matou o Snoke pra tomar o lugar dele (Idealismo Reprimido estratégia 2).

- A história vai ficando cada vez mais burra. No fim toda essa busca pelo decodificador foi em vão? O plano não é mais desligar o rastreador e escapar? E sim se esconder naquele planeta numa base abandonada? O plano já começa furado pois os vilões sabem que eles estão indo pra lá. Será muito pior ficar encurralado num planeta dentro de uma gruta do que estar no espaço, onde eles poderiam pelo menos tentar fugir. Depois tem a cena de auto-sacrifício da Laura Dern, onde ela explode várias naves se jogando em cima delas na velocidade da luz - mas por um milagre, poupando a Rose e o Finn que estavam lá dentro. Daí tem a ideia tola de que a Primeira Ordem precisaria arrastar um canhão gigante no planeta só pra destruir a porta de ferro do esconderijo dos rebeldes (antigamente os vilões de Star Wars explodiam planetas inteiros com um laser sem grandes dificuldades).

- Uma das ideias mais bizarras do filme é essa das naves dos rebeldes começarem a perder altitude sem motivo algum, e daí eles acionarem os "mono-esquis" das naves, e irem meio voando, meio esquiando na superfície do planeta, só porque algum designer achou interessante o conceito da poeira vermelha (ou então porque alguém queria muito ver a metáfora de um negro, uma oriental e um latino estarem cortando a "pele branca" do planeta e fazendo ela sangrar).

- Eu sempre reclamo das cenas de auto-sacrifício no final dos filmes atuais, mas essa merece um destaque especial por ser um sacrifício duplo (além do da Laura Dern que já foi): Finn tenta se sacrificar pra proteger os rebeldes, mas daí a Rose se sacrifica pra impedi-lo de se sacrificar! E nisso quase sacrifica todos os rebeldes!

- SPOILER: Muito idiota Luke enganar toda a Primeira Ordem com esse truque de virar holograma. O plano de "ganhar tempo" enquanto os rebeldes seguem raposas de cristal (aff) e escapam pela saída dos fundos é uma tolice. Luke nem avisou os rebeldes que ele era um holograma ou que estava fazendo isso pra eles fugirem pelos fundos! Como eles adivinharam o plano? E como ele é um holograma se ele tocou a Leia? O filme só pode ter sido escrito por doentes mentais.

- SPOILER: Além do sacrifício da Laura Dern, do Finn, da Rose, agora nós temos também o auto-sacrifício do Luke Skywalker, que gastou todas as suas forças só pra virar um holograma e acabou desencarnando (é comum hoje em dia essa chatice de termos que pagar um preço alto pelas nossas forças - como a menina de Stranger Things que precisa ter uma hemorragia e ficar exausta sempre que usa seus poderes).

- O filme é tão vazio e caótico que eu nem tinha me ligado que o Poe e a Rey (2 dos protagonistas) não se conheciam até agora!

- SPOILER: Os rebeldes fogem, mas não há um senso de missão cumprida. Eles não realizaram nada de interessante e nem se livraram dos vilões de forma significativa. Começaram o filme tentando fugir, e terminaram tentando fugir.

- A cena final com o menininho pobre olhando pro céu e vendo a nave partir é forçada (até porque o menino estava naquele mundo do cassino, enquanto os heróis estavam em Crait, um planeta diferente, então por que sugerir que ele está vendo a Falcon no céu?). O menino não tem relevância alguma pra história, isso é só pra reforçar a mensagem esquerdista do filme - a noção de que os Jedi agora representam também a luta dos "oprimidos contra os privilegiados", etc.

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Star Wars: Episode VIII - The Last Jedi / EUA / 2017 / Rian Johnson

NOTA: 2.5

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Viva: A Vida é uma Festa

Ando meio repetitivo aqui, mas isso é apenas uma reação ao que tenho visto cada vez mais nos filmes. Se você fosse um crítico gastronômico, e todo dia fosse a um restaurante e encontrasse veneno na comida, você conseguiria discutir seriamente as qualidades e defeitos dos pratos, e ignorar o "detalhe" de que a comida está envenenada? Não! Não daria nem pra saborear o prato direito. Por isso sempre me sinto na obrigação de discutir o "veneno" antes de qualquer outra consideração. E o veneno aqui é o Anti-Idealismo descarado que se tornou mainstream em Hollywood e vem corrompendo todos os grandes símbolos do entretenimento do presente e do passado como Star Wars, Disney (bem, agora a Disney é a dona de Star Wars, então talvez esteja aí o ninho da cobra).

Se você perguntar pra uma criança se ela preferiria ver um filme sobre pessoas vivas, atraentes, com dons especiais, num lugar rico, exuberante, buscando e atingindo seus sonhos - ou um filme sobre pessoas mortas, feias, sem grandes habilidades, num vilarejo humilde do terceiro mundo, aprendendo a abrir mão de seus sonhos, o que você acha que ela escolheria? De acordo com a nova Disney, a criança iria escolher a opção 2 (claro que ela sabe que seria a opção 1, mas a tática agora é ignorar as necessidades da criança e enfiar goela abaixo o que eles acham que será melhor para o "futuro da sociedade").

No começo do filme eu ainda pensei: ok, o protagonista é um típico Herói Envergonhado, o filme se passa num lugar tedioso, com personagens desinteressantes, mas pelo menos o menino tem um sonho e deseja sair dali pra fazer algo de grandioso com sua vida (indo contra as tradições da família, o menino Miguel sonha em se tornar músico e seguir os passos de seu ídolo Ernesto de la Cruz, o maior astro da música mexicana). Pensei: de repente será que nem a Moana, que achava a vida na ilha uma chatice e queria partir pra explorar o mar; ou a princesa Merida, que queria se livrar das imposições de sua família e perseguir seus próprios objetivos. Mas em Viva já havia algo de podre no ar desde o início que me impediu de esperar uma narrativa do tipo. E a maior deixa foi o fato do ídolo do menino ser retratado como um cantor canastrão, ridículo (apesar de bem sucedido) o que faz com que o sonho dele se pareça imediatamente com uma tolice infantil, e não algo a ser levado a sério. SPOILER: Minhas suspeitas estavam certas e, até o final da história, Ernesto de la Cruz (a única promessa algo mais Idealista na história), se tornaria o grande vilão do filme; alguém que, em busca de sucesso, foi cruel com sua família, roubou e até matou para conquistar sua fama. Ou seja, no fim, o menino aprende que auto-interesse é mau, que pessoas bem sucedidas são más, que não devemos sonhar alto, e que se sacrificar por sua família e viver uma vida humilde é uma grande virtude. Eu realmente acho difícil de imaginar uma história que subverta de maneira mais completa todos os valores originais de Walt Disney.

Mas independentemente desse "veneno" (que pode não incomodar os menos atentos) o "prato" em si na minha opinião também não é dos melhores.. Toda a história de Miguel ir pro mundo dos mortos só por pegar um violão emprestado é mal elaborada, pouco dramática (se isso sempre acontecesse, o mundo dos mortos estaria lotado de pessoas vivas, não apenas Miguel), o conflito dele não conseguir a bênção da família pra poder voltar é meio tolo, depende de regras aleatórias, e toda a reviravolta final não faz o menor sentido. SPOILER: Se o tataravô do menino na verdade era o músico bonzinho, e não o vilão, porque então haveria uma revolta tão grande na família contra ele, contra a música, ao longo de várias gerações? Só porque a esposa achou que ele abandonou a família? Quando na verdade ele foi assassinado e só por isso desapareceu? E agora que estão todos juntos no mundo dos mortos, a Imelda já não deveria saber que o marido foi assassinado pelo Ernesto? Só foi descobrir agora? Outro problema de roteiro: todo o conflito inicial do filme é o fato da família viva de Miguel não aceitar que ele quer ser músico. Mas no fim, bastou ele pegar o violão e cantar uma canção pra bisavó na frente de todos que a família inteira se comoveu e mudou de ideia. Ou seja, toda a aventura de Miguel no mundo dos mortos foi desnecessária pra mudança de ideia da família e pra solução do problema central; se ele tivesse conseguido cantar logo no começo do filme, o resultado teria sido o mesmo, o que torna toda a história irrelevante.

A animação é bem feita tecnicamente, como é de se esperar, mas pouco marcante (tudo acaba se parecendo com uma cópia de Festa no Céu). Pra tornar o mundo dos mortos algo mais "divertido", a única ideia que os animadores parecem ter tido é a cada 10 segundos fazer uma nova piada visual com o fato dos personagens serem esqueletos e se desmontarem facilmente.

O título nacional Viva: A Vida é uma Festa é tão desconectado da história que parece até uma ironia. Teria sido melhor manter o título original e deixar as piadinhas rolarem soltas no Brasil - elas não estariam muito mais distantes do verdadeiro espírito do filme.

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Coco / EUA / 2017 / Lee Unkrich, Adrian Molina

FILMES PARECIDOS: Meu Malvado Favorito 3 (2017) / Zootopia (2016) / Festa no Céu (2014)

NOTA: 2.0

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Bright


Fiquei surpreso com a qualidade da produção, da narrativa (considerando que o filme é feito pra TV e é do mesmo cara que fez Esquadrão Suicida, que eu não gostei nada), acho que o Will Smith e o parceiro orc formam uma dupla divertida, os diálogos do filme são mais sensatos que o de costume pro gênero, o filme tem algumas cenas e reviravoltas interessantes, uma premissa criativa... O que tirou boa parte do prazer pra mim foi o excesso de elementos Não-Idealistas e Anti-Idealistas misturados na história pra tornar o filme mais "moderno", "socialmente relevante", etc. Eu colocaria o filme na categoria de Idealismo Reprimido - no fundo acho que ele é mais idealista, bem intencionado do que aparenta, e que os elementos desagradáveis da história foram inseridos por influência dos tempos atuais (já um filme como Distrito 9, por exemplo, acho que é o oposto: que o autor é profundamente anti-idealista e fez um filme de gênero justamente porque queria subvertê-lo).

Então é uma experiência meio bipolar. Por um lado, nós temos uma trama estimulante, conflitos morais claros, personagens heróicos, vários elementos Idealistas - ao mesmo tempo em que o filme nos transporta pra um ambiente decadente, cheio de figuras repulsivas, pesa a mão na violência, na sujeira, no realismo, como se ele tivesse vergonha de ser uma espécie de conto de fadas, e precisasse a cada minuto mostrar algo "anti-conto-de-fadas" pra provar que é respeitável. Will Smith literalmente esmaga fadas no filme, diz frases como "foda-se a magia", há toda uma atitude anti-ricos desnecessária na história pra apelar pra esquerda... Então você tem a experiência bizarra de estar olhando pra imagens realistas, pessoas discutindo questões sociais deprimentes, uma violência pesada digna de filmes de guerra - ao mesmo tempo em que o personagem está dizendo coisas do tipo "me entregue a varinha mágica!". É a tentativa de unir o idealismo e o anti-idealismo, o pop e o hip hop (o filme termina com uma dessas músicas híbridas) na intenção de atingir todo tipo de público. Há certos méritos no filme, mas essa mistura é contraditória e definitivamente não funciona pra mim.


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Bright / EUA / 2017 / David Ayer

FILMES PARECIDOS: Chappie (2015) / RoboCop (2014) / Dredd: O Juiz do Apocalipse (2012)

NOTA: 5.5


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Jumanji: Bem-Vindo à Selva

Em geral, achei um entretenimento despretensioso e eficaz. A diferença principal entre o primeiro e este talvez seja o fato do original ser um filme um pouco mais "classy", que se espelhava em produções do Spielberg, focava mais no elemento de fantasia/escapismo, enquanto esse novo já é mais assumidamente uma comédia, dessas que não hesitam em fazer algumas piadas idiotas (como o Jack Black aprendendo a urinar dentro do jogo), têm atores caricatos como Dwayne Johnson nos papéis centrais, etc. Mas depois que superei esse estranhamento inicial, achei que o filme funcionou bem...

A premissa não faz muito sentido: a ideia do jogo Jumanji se transformar em um vídeo game, a maneira forçada como os 4 personagens se juntam no colégio e vão parar no jogo, etc. Mas uma vez lá dentro, a aventura é bem contada, os objetivos e as regras do universo são bem estabelecidas, além da ação física, há uma dimensão pessoal pra história, pois cada personagem aprende algo construtivo ao viver na pele de outra pessoa, etc. Enfim, "sofisticação" não é o forte aqui, mas é uma aventura bem contada, com personagens carismáticos e piadas divertidas o tempo todo. Sem muito a reclamar.



Jumani: Welcome to the Jungle / EUA / 2017 / Jake Kasdan

FILMES PARECIDOS: Power Rangers (2017) / Caça-Fantasmas (2016) / Terremoto: A Falha de San Andreas (2015) / Viagem ao Centro da Terra: O Filme (2008)

NOTA: 6.5

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Roda Gigante

NOTAS DA SESSÃO:

- A ambientação em Coney Island nos anos 50 é bem interessante, mas a história em si começa um pouco morna, com personagens pouco atraentes, uma situação não especialmente empolgante (a chegada da filha não transforma a vida do casal pra algo mais interessante; não é criado um verdadeiro suspense em cima dos gângsters, a relação entre a filha e o casal é meio desagradável, etc).

- A fotografia do Vittorio Storaro é bem chamativa e tem momentos lindos, mas é de novo o que falei em Café Society: a história não parece pedir um visual tão exuberante assim (não há nada de tão glamouroso a respeito desses personagens e dessa situação pra justificar o estilo, então o visual às vezes parece não casar direito com o conteúdo).

- Me incomoda um pouco ver a Kate Winslet nesse papel. Não acho que ela fica bem interpretando essa mulher comum, imperfeita, mal humorada. É como se o papel a reduzisse, em vez de fazê-la brilhar. Ela pra mim é tipo uma Julie Andrews, uma Julia Roberts... Sua aparência transmite uma nobreza, uma pureza de espírito tão grande que se torna frustrante vê-la menor que isso. Curiosamente, acho que esse é o primeiro filme do Woody Allen em mais de 40 anos sem a participação de sua diretora de casting "oficial", Juliet Taylor, o que talvez explique essa escolha duvidosa.

- O caso entre ela e o Justin Timberlake também não convence direito, os 2 não têm química alguma. E não há uma mensagem interessante a respeito de fidelidade, casamento, etc. É apenas Woody expondo sua visão trágica de relacionamentos mais uma vez. Depois pra piorar há a reviravolta chata do Justin se interessar pela enteada da Kate. É a velha ideia de que não adianta ter qualquer tipo de virtude, pois no fim os homens sempre serão dominados por seus instintos primitivos e irão escolher ficar com a novinha fútil e sexy.

- O monólogo da Kate Winslet embaixo do píer na primeira cena de sexo tem uns momentos bonitos.

- Mais Pessimismo: em vez da Kate perceber que essa aventura com o Justin foi um erro desde o início e tomar responsabilidade pela situação, ela vai ficando cada vez mais desequilibrada e ciumenta, e sua vida vai virando cada vez mais um inferno (em cima disso ainda tem o filho colocando fogo nas coisas - algo que não tem muito propósito na história exceto criar uma espécie de simbolismo pra destruição). Não é como em Blue Jasmine, onde podíamos rir da neurose da Cate Blanchett e encarar a decadência dela de maneira não-séria.

- Essa visão pessimista da natureza humana às vezes me soa como uma tentativa de justificar as escolhas erradas das pessoas: afinal, se você se convence que a condição humana é mentir pra si mesmo pra poder sobreviver, que razão e emoção estão sempre em conflito (você admira uma pessoa, mas sente atração por outra) então se você trai seu marido, por exemplo, isso é apenas "natureza humana", não é sua responsabilidade totalmente.

- Achei difícil de acreditar que a Kate Winslet roubaria o dinheiro do marido pra comprar um relógio de ouro pro Justin. Toda essa transformação dela de uma mulher normal pra uma maluca completa não convence direito. Se ela fosse desequilibrada desde o começo, uma figura caricata, menos humanizada, daí seria mais fácil de aceitar.

- SPOILER: A ideia pro assassinato da Carolina é boa. Os filmes mais modernos do Woody Allen quase sempre têm essas reviravoltas inteligentes onde 2 ou 3 elementos da história se unem de maneira engenhosa e irônica.

- SPOILER: O final é apenas mais uma afirmação de que a vida é trágica. A Kate continua no casamento infeliz, trabalhando como garçonete, e a confusão toda não serviu pra nada. A imagem final do filho observando a fogueira é só pra dizer que há algo de niilista na natureza humana - que temos certo fascínio pela destruição em si, etc.

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CONCLUSÃO: Inteligente e bem realizado como se espera de um filme do Woody Allen, mas a história e os personagens dessa vez não são dos mais envolventes.

Wonder Wheel / EUA / 2017 / Woody Allen

FILMES PARECIDOS: Café Society (2016) / Magia ao Luar (2014)

NOTA: 6.0

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

O Rei do Show


Mais um desastre pra coleção de desastres cinematográficos de 2017 (como falei de O Livro de Henry, Boneco de Neve, etc). Musical é o gênero mais difícil de se fazer na minha opinião, ainda mais quando se trata de um musical original como O Rei do Show, onde não existem versões anteriores pra darem uma referência de como o material pode funcionar. Então não me perguntem por que jogaram esse projeto nas mãos de um diretor que não só nunca tinha dirigido um musical antes, como não tinha dirigido NENHUM filme antes. Foi pedir pra fracassar (se o filme for mal nas bilheterias, depois o estúdio irá se lamentar dizendo que "musical é um gênero arriscado").


Em termos de produção o filme é incrivelmente bem feito (a fotografia lindíssima é do Seamus McGarvey que fez Anna Karenina, Desejo e Reparação). Há várias pessoas talentosas na equipe - talvez o único amador mesmo seja o principal que é o diretor. 

Mas o material criativo também já era fraco. As músicas são ruins, surgem de forma errada na história, a coreografia é de um mau gosto indescritível, a história é mal contada, os personagens não têm um pingo de carisma (o casting é tão equivocado que colocaram o Zac Efron pra representar uma espécie produtor sofisticado que apela pros gostos da elite!). O filme já teria sido mal sucedido o bastante se fosse apenas uma história genérica e inautêntica sobre sucesso, busca de sonhos, etc. Mas quando ele começa a fazer "justiça social", levantar a bandeira da diversidade "empoderando" mulheres barbadas, pessoas com problemas genéticos, daí eu perco a boa vontade que teria se o problema aqui fosse apenas falta de talento ou experiência com o gênero.

The Greatest Showman / EUA / 2017 / Michael Gracey

FILMES PARECIDOS: Burlesque (2010) / Across the Universe (2007)

NOTA: 2.0

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Star Wars: Os Últimos Jedi

É o que falei na minha última postagem sobre Idealismo - aquilo que descrevi como uma das atitudes mais perversas de todas: quando os anti-idealistas se infiltram num gênero idealista pra destruí-lo de dentro.

Minha reação vendo o filme me lembrou daquela personagem de Vampiros de Almas que está convencida de que seu tio não é mais seu tio, mas um impostor que se apoderou de seu corpo. "Ele tem a mesma aparência que o tio Ira, a mesma voz, o mesmo comportamento, e lembra das mesmas coisas que ele. Mas ele não é o tio Ira, há algo faltando!".

E o problema com os anti-idealistas é que, como eles não são motivados por um verdadeiro senso de paixão pela arte, pelo entretenimento, pelo desejo de encantar o público, eles nunca são tão empenhados e talentosos quanto os idealistas. Então além deles destruirem a obra espiritualmente, eles a destroem esteticamente, entregando um trabalho comum, esquisito, inferior (exceto claro na parte mais concreta da produção, que é sempre caríssima no caso de Star Wars).

Entre os diversos absurdos que vi no filme (como Luke Skywalker fazendo piadas nonsense como se estivesse num show de stand-up, ou quando ele joga fora o sabre de luz feito uma casca de banana, ou o Yoda niilista que taca fogo num templo milenar dos Jedi), vou destacar 1 que chegou a ser cômico de tão ruim: a cena em que a Rose Tico (a primeira "heroína" esquerdista/justiceira-social da saga pelo que me lembro) comete um ato de auto-sacrifício pra salvar o Finn - que por sua vez estava no meio de um ato de auto-sacrifício próprio (SIM, ela se sacrifica para impedi-lo de se sacrificar, gerando um final com sacrifício duplo, pague-1-e-leve-2).

É triste ver John Williams, Mark Hamill, Carrie Fisher se submetendo a isso, dando um ar de oficialidade pra um filme que de Star Wars só tem a embalagem.

**** Depois dessa postagem cheguei a rever o filme e publiquei minhas anotações habituais: Star Wars: Os Últimos Jedi (anotações)

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Star Wars: Episode VIII - The Last Jedi / EUA / 2017 / Rian Johnson

NOTA: 3.5