quarta-feira, 15 de junho de 2011

Kung Fu Panda 2


Os filmes cometem geralmente os mesmos erros (e também os mesmos acertos), e eu acho chato ter que gastar várias linhas pra explicar um conceito que já foi repetido diversas vezes aqui. Então estou pensando em criar novos termos, sempre que necessário, pra resumir ideias longas em poucas palavras (ou até em códigos numéricos - no futuro, minha resenha de Kung Fu Panda 3 poderá ser algo do tipo "98 143 17 95 01 04"!).

O problema básico de Kung Fu Panda 2 (e do 1 também) - que eu gostaria de transformar em um termo - é o do "herói envergonhado". Se você não sabe do que eu estou falando, clique AQUI e leia a minha teoria.

O Panda é um herói envergonhado do tipo "fracassado". Ou seja, ele quer ao mesmo tempo mérito por lutar muito bem e nossa simpatia por ele lutar muito mal. Às vezes ele arrasa - luta com diversos vilões simultaneamente, dá saltos sobrenaturais, resiste a golpes mortais, etc, e no instante seguinte, quer que a gente dê risada do fato dele estar tão gordo que é incapaz de subir uma escadaria.

Além desse problema, que já contamina o filme todo desde a raíz, a história é ainda menos interessante que a do primeiro, e gira toda em torno da questão do Panda descobrir que é filho adotivo - algo que não envolve pois a relação entre ele e o pai é completamente superficial e mal explorada.

Pelo menos o filme não foi tão bem de bilheteria e nem se pagou nos EUA até agora. Sinal de que o público anda mais exigente?

Kung Fu Panda 2 (EUA / 2011 / 90 min / Jennifer Yuh)

INDICAÇÃO: Quem gostou de Happy Feet, Carros, Madagascar, etc.

NOTA: 4.0

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